terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Para a professora de Psicologia…


Procure algo semelhante ao sonho... agora encontre um pensamento vago, perdido em qualquer cabeça. Agora sonhe e veja a realidade, a realidade de um sonho… Um que possa imaginar, desenhar, pintar, apagar e voltar a desenhar. Cada um deles muda a velocidade que mudam as sinapses do meu pensamento, enquanto outros perduram uma vida, ultrapassando a morte, até que o esquecimento os separe. Talvez a frase “Ninguém é burro, apenas menos inteligente” nunca tenha tido tanto sentido, pois se realmente sabemos alguma coisa, é que de incompreensões está o mundo cheio, precisamos de uma forma para sermos mais racionais, acima de tudo, mais pessoas… Se o ensino de uma aula dada, penetra no pensamento de qualquer um de nós, mesmo estando concentrados em escrever algo que nos faça pensar, que talvez não tenha nada a ver com teor da mensagem transmitida, mas que tenha sentido, somos então alguém que aprende de uma forma ou de outra! Mas, Olhe lá para fora, vê os problemas? Olha aquele, e o outro! Será que eles não aprenderam? Será que há algo mais importante? Agora diga-me Srª. Professora. Qualquer que tenha sido o tema desta aula… acha que aprendi bem a lição?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Porque hoje te perdi de vez..

Ao acordares escreves algo nos teus olhos ao veres-me dormir, ali, mesmo junto a ti. Usaste uma daquelas palavras tão sentidas que oiço ao ver-te fugir, mas tão bela por ser tua, tão suave quanto o meu sonho. Se acordei, ainda estou a sonhar! A tua criatividade não passa de um ciclo vicioso da nossa onda giratória, que renega tudo aquilo que lhe afirmamos, repetes tudo aquilo que não digo e transpiras o suor que não te pertence, és vida! Perfeita de defeitos e obstáculos e generosa de pensamentos, sentimentos. Mostras-me um espectáculo de amor infiel, em que te limitas a ser a artista principal, e como se não basta-se dizes-me que como tu há muitas mais, uma em cada um de nós.
Cada segundo meu desta manhã vive em ti. De mãos dadas unimos os nossos pensamentos, de beijo em beijo sinto o pulsar de um sentimento, de olhar em olhar ganho certezas, quero-me junto a ti, descubro que o mundo é um grão de areia e tu és o deserto isento de ódio, a água cristalina brilha consoante o meu amor e ondula ao ritmo das nossas discussões. Provocamos tempestades quando choramos e faço um furacão por cada vez que acordo sozinho. Somos a teoria do caos! Ponho vulcões em erupção com o desejo, tremo a terra quando te encontro com uma lágrima nos olhos, danço ao ritmo dos trovões que gritam de alegria, e que brilham tanto como o meu sonho. A chuva cai só para me lembrar que existes, cai para te lembrar que controlas o meu mundo. Brilha, como nunca agora e faz de mim tua planta, corta-me dois ou três ramos e dá-los a quem amas, far-te-á feliz… pega em mim como um cristal frágil e valioso que não queres partir, ouve-me como a música mais bela que possas imaginar, e grita comigo quando assim tiver de ser…

Pega numa arma e abraça-a, como sinal da paz que gostava que vivesses, como sinal da minha admiração de pormenores que em ti encontro, como teus cabelos que escorregam tão suavemente como a seda mais sedosa, tão suave como o suspiro que soltas quando me esperas.
Por vezes penso se os teus olhos falassem, se o teu cabelo sentisse, se a nuvem que olhas te sorrisse. Se as gotas da chuva de inverno te pudessem ver, e dizer que é ali que vão cair, se as estradas por onde andas ficassem direitas, e a música perfeita não te cansasse, se o cientista não cria-se, ou se a fome acabasse, o teu mundo reinasse num Castelo universal e te tornasse sua rainha de infinito esplendor, a lua seu cavaleiro triunfador, das estrelas alimento vitalício, e do sol seu conselheiro sentimental, de uma escolha giratória que todos os dias te dá a volta à cabeça… Se uma simples pedra te dissesse quem por lá passou ou por onde já viajou, te perguntasse a fórmula resolvente de uma determinada série infinita de vidas, essas que chovem e morrem por cada segundo que usas e não usamos… É difícil imaginar a quantidade de pensamentos aglomerados, imaginários, reais e irreais que possam existir nesse teu pedaço de pessoa. Nem sempre se explicam coisas simples em palavras complicadas e com isto não quero um prémio, nem dinheiro que compre a nossa Vida. Apenas quero conquistar o reino encantado da tua atenção, o fascínio do teu olhar, e se não for pedir muito, o reinado do teu coração, um dia, que encontre a chave que o abra... Não falo do que não sei! Mas imagino todos os sentimentos que ainda não senti. Acorda-me se ainda estiver a sonhar, ou simplesmente deita-te ao pé de mim e voa comigo. Algum dia alguém nos irá acordar.


Vou inventar a palavra que diga todo o meu amor, pois um simples “amo-te” não basta, alguém te deu poderes, és imortal! Eu também tenho um, o de existir e o de te ver viver, de tal maneira que o fazes que passaria o resto da minha a ver-te.
Adoro quando me pedes para ler palavras tuas! Falas da vida como se ela te amasse, escreves um verso da mais pura poesia da maneira como a sentes, avalio-a sem olhar para o papel, pressinto o que dizes e escreves, descubro a maneira como os traduzes... Sentimentos. Amo a maneira como me dizes “Bom dia” e choro a maneira como me dás um “até a próxima”, pressinto o teu adeus e antecipo o teu chegar. A corrente do teu sorriso em tempo de maré alta desperta em mim o pleno conforto, a presença das tuas lágrimas mata-me cada vez que caem.
Quero calcular a pressão de um nervo, e manejar a tua presença, quero ser teu e dizer que entre nós, só existe um, eu sou apenas tu! Sou a conquista do teu batalhão, a tua terra, ou o teu mundo. Consciente ou inconscientemente… aqui me tens.

Talvez no desespero de te querer...

Nesta noite escura, que te vejo passar cada vez mais fechada nos teus botões, buzinas os problemas repletos do teu stress acumulado que soltas à medida que o vento te bate suavemente pelo rosto, odeia-lo por isso! Logo eu também. Gosto quando me dedicas o teu sorriso, mesmo que o soltes por breves instantes, ou até quando suplicas por uma resposta por ansiedade.
Digo-te que nunca te menti, e tu respondes que gostas de verdades bem verdadeiras, o certo é que nunca conheci nenhuma mentirosa! A minha verdade nunca te mentiu, nem teria necessidade de o fazer. Se alguém te disser que uma verdade é mentirosa, desconfia, pois é tão mentiroso quanto ela.Essa escuridão, em que vives, ela cega-te assim como o amor, mas ama-te como eu, quis te pedir que me devolvesses a minha maneira de ser, levasses o meu mau feitio, mas deixasses ficar as minhas recordações, os meus pensamentos que demoro dias a construir. Gosto de ti como nunca ninguém gostou. Não é uma ordem nem um pedido, é o meu desejo! Explode a arrogância, a tua arrogância e constrói o nosso amor, pede perdão à alma pelo mal que lhe tens feito e remata com essas lágrimas que não te merecem, chora todo o ódio que grita dentro de ti, deixa de ser quem não és e fala com o coração, pede-lhe o dom de amar. Lembro-me de quando me chamavas para passear, e gritavas comigo por ser mais rápido em cada uma das nossas corridas. Lembro a noite em que acordei com o mesmo pressentimento que tens, perderes quem mais gostas, o de odiares quem mais amas. Corri à tua procura, mas tu continuavas ali deitada, num sonho bem melhor que o meu. Preferi não te acordar, preferi deitar-me ali à espera que as nuvens me chamassem para junto do teu pensamento, me mostrassem como sonhas tão alto, e tão bem. Continua...